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Gustavo Eólico
2005-2006




Habeas Corpus
-
Que tenhas teu Corpo
LATIDOS E MIADOS

u sempre gostei de animais, gatos e cães igualmente, porém os gatos têm de mim muito mais que admiração, eu sou interessado em seus maneirismos e suas posturas diante dos desafios, primeiramente eles são super cuidadosos e não menos aventurescos, são mais leves e lentos no observar, porém astuciosos e habilidosos. Os cães são fortes, normalmente corajosos e dados à vida como poucos heróis, os cães são lindos por sua naturalidade e companheirismo, no entanto, são pesados e fedidos, normalmente exigem de nós uma tolerância muito grande aos seus manisfestos de carinho e exigência, são devoradores e por fim animais grosseiros. Eu gosto de cães, eles brincam muito, os gatos não dão atenção, e quando dão é porque querem carinho, e o fazem de uma maneira elegantíssima, coisa que o cachorro nem tem capacidade de sugerir.

Recentemente tive a oportunidade de ver os similares entre homens e mulheres, e descobri coisas legais, por exemplo, nem sempre é bonito um homem ser parecido com os portes de um gato, digo na compostura do dia a dia, frente às dificuldades, mas mulheres nunca devem se alinhadas aos aspectos do cão, é muito vulgar, e eu testemunho isso bem de perto, de tal maneira que meu coração dói em pena e vergonha pelo mesmo, ainda assim eu também vejo coisas horríveis num homem-cachorro, sendo que é melhor tê-los ao nosso redor ou entre a "criadagem", pois funcionam bem para resolver os problemas de quintal, visto suas grosserias não serem devidas à mesa.

Uma mulher-chachorro é o fim do mundo, e tem muitas delas por aí, elas destroem com tudo que é beleza sutil e ainda por cima são autoritárias e determinam-se acima dos valores alheios, definitivamente constrangedor. As mulheres-gatos podem ser delicisamente perfeitas, doces e autônomas nos sentimentos, elas conseguem total dedicação do dono sem descambar-se para vulgaridade dos gestos, tornando-se donas de seus proprietários e da situação.

Um homem-gato tem que ser jovem e generoso, gatos velhos fedem e são feios, a melindrosidade deles parece jocoso e também pedante, homens-gatos só até certa idade, depois já não prestam para ser homens ou mesmo um felino.

Então para mim as piores espécies: homens-gatos-velhos, mulheres-cachorro.

As melhores: homens-gatos-novos, mulheres-gatos, homens-cachorros.

Desses todos a melhor é a mulher-gato e a pior(sem sombra de dúvida)é a mulher-cachorro.

...

Esse post vai em homenagem as minhas amigas mulheres-gatos.


11:31 AM



A GRANDE AVENTURA

ui atacado por abutres, eles moravam na paciência que tenho, numa casa chamada respeito, eu não havia percebido seus ninhos em minhas horas, eles queriam minha pele, olhos e víceras, eu sonho com eles e lá também sou atacado,os abutres são contra quem voa e quem tem sangue, eles esperam que eu morra mas me atacam porque estou vivo. É inveja, é natureza, é luta.

Eu contei para a janela que não existe maior aventura que a Verdade, e os abutres não querem isso, precisam de meus sonhos, de meu sangue e coração, eles querem me fazer dormir diante de minha vida, para tanto, voam em círculos maldizendo minha sorte, e falam que meu futuro está prometido ao beliscar dos segundos, dos minutos e das horas, dizem em tom de agouro e clamor que serei infeliz por eu ser inocente, minhas paredes e vitrais são da mesma pele fraca, eu sei que sou e digo a eles -como falo a mim - que não existe maior audácia do que viver a própria Verdade. E os abutres falam que eu deveria voar, que eu tenho que ter sangue, que minha vida é uma janela sem saber das coisas, que eu deveria ler mais os autores com língua e penas negras, dizem os abutres que sou covarde e passarinho, mas eu digo, não gosto dos coveiros que moram no céu, e ficam seus olhos na natureza da terra, à espera de confirmarem seus corações cheios de mentiras fedorentas que são suas verdades conquistadoras. Eles não tem olhos, peles ou corações, abutres tem receitas como autores negros para a vida alheia, eles não conseguem ver suas manchas no céu, mas eu daqui de baixo os enxergo e isso é coragem.

Os abutres não têm fé, têm fome, eles com medo da Verdade espreitam os fracos falirem e assim admirarão com os beiços de ossos as carnes cardíacas, eu já ouvi abutre em silêncio, e chamam isso de estratégia e revanche, isso para mim é perversidade, um sonho de esqueletos, aquecer-se com as peles dos outros, descosturando suas vidas com agulhas travestidas de promessas, disfarçam a paz de seus silêncios com vitórias em outros cadáveres, os fracos caem, e riscam o chão com os ossos do joelho, é o mapa dos abutres, eles seguem o passo da derrocada alheia e assim se convencem de que é melhor ser abutre, e voam, voam, em círculos procurando outro beijo de suas façanhas advinhadas, são bons os abutres em dizer que tudo morre, pois só isso percebem, são mulheres velhas os abutres, domam a razão em detrimento da Verdade, querem se dizer sábios porque no fim se descobrem alimentados pelo que avisaram e não pela natureza das peles, querem conquistar os caídos, os derrotados, os contratados pela natureza a desenhar no chão o traçado que os leva até seu alimento, mas eu olho para o céu, e isso me nutre, minha luta é com eles, mas só nos meus olhos eu os venço, porque eles se escondem entre tudo que é belo, e dizem-se donos de todos os caminhos, donos dos céus! Sábias senhoras imperadoras lhes digo: "não há maior aventura que a própria verdade."

Na sala principal do respeito existe uma mensagem dos autores do céu, assim lêem as janelas: "E serão brandos uns com os outros, feito como nuvens que se entrelaçam num caso de amor celeste, a verdadeira chuva de ódio são as lágrimas que sobem para serem bebericadas pelos abutres, mas a janela do céu diz que o amor está em ser pele fraca, olhos inocentes e coração aberto."

...

Nos ninhos deles em minhas horas eu encontrei cristais de vergonha e tristeza, nenhum abutre explicou sua prole, e refugiaram-se no meu céu, cabisbaixos, para ver se encontram seus sonhos num amor de expostas víceras, nos cantinhos de meu medo e piedade.


2:46 PM



ORAÇÃO PARA VULCÕES

lastre-se fogo do coração, eu quero lava dentro de mim e sangue dos outros, quero veia e peito alheio, umas palavras e nenhum medo, venha daí, cedo, tarde ou nunca, cada palavra para me fazer inteiro, explodam as minhas partes, ou somente o eixo, perco a roda, o sentido e a rima, mas vá, e leve o jardineiro, é uma carta, uma capitular e uma pétala para salgar o sol, o chão e o carteiro, escrevo para ti em meus sonhos e digo duas vezes "Meu Deus",
faço feio,
que seja cada instante de carroça, de ida, vinda e cortejo, duas vezes "Meu Deus", o enxofre saí de mim, e em pedras amarelas construo o meu castelo, quero você aqui e aos vulcões te peço.

Sagradas borboletas de asas incendiadas, governem as casas e anseios, eu copulei com escravos a nova idéia de igreja, somos orgásmicos e convosco plenos, somos o dia inteiro, sem metade a dividir uma verdade a apartar, tira de mim o marasmo que são as abelhas dizendo a mesma coisa, venham do fundo das cavernas babando o sangue do sol, em violenta ruptura de prazeres.

Goze terra querida, te excito lambendo o tórax de seus amores, e por fim, tenho lígua, com ela escrevo e te mando essa desdita, sou feliz em poder fazer uma tragédia, e triste por não viver sua epopéia, torna-me eterno no parágrafo de suas asas abertas, em cada sentido que o vermelho sangrar o tempo infinito ou a solidão negra, leve-me daqui arqueando meus braços e dizendo-me honrado por elevar meus pedidos a um abraço dos poetas, quero a alma sagrada e das brasas uma visita, venha de dentro da terra, feita de nuvens, essa balsa destemida, e façamos no calor de nosso recíproco tesão: versos, fumaça e vida.


9:01 PM



AVALANCHE INEVITÁVEL

á somente uma direção para todas as pedras do alto de uma montanha, e há também só a ladeira para cada vontade de ser montanha, o desejo da rocha é ser paisagem, montanha talvez, mas por fim será chão, no meio do caminho, inevitavelmente rolará por cima de outras pedras e trará essas aos horizontes rasos que se prometem, o fim de um espírito sólido é desfazer-se sem culpa na poeria que levita, mas antes será desmanchado em milhões de pequenos valores até a simplificação sublime do resignado, e deitará a pedra ao nível confortável que o rancor do monte não empurrar mais a baixo, eu considero o fim de todos os caminhos somente o silêncio do percalço, antes disso é tudo chamado, para bem ao fundo sermos só pózinhos, e isso é sacro, é um jeito da montanha ser céu,suspensa por alguns minutos com seus sonhos eólicos no ar em poeira, convida sozinha a si mesma para sair andando entre suas peles tão desprotegidas, pois têm o mesmo espírito decadente, e faz-se então esfarinhada, aos poucos, às vezes sob influência de um leito líquido da chuva imprevista de prazeres ou das machadinhas de seus exploradores, que retiram faces e mais faces de seu rosto sem dono, jogando à superficie seu sorriso tão devoto de céu, e vão-se elas, pedaço por pedaço, no dia a dia, andando pelo chão determinada a ser menos montanha a cada minuto porque nada perdura, olhar para trás é ver um cume morto, e um céu mais distante. Dá dor e não adianta nada.

E avança para o chão a avalanche silenciosa de tudo que é grandioso, sem poder olhar para trás.


11:51 AM



POSSE HISTÓRICA

xiste bem dentro de mim uma vontade sádica de manter a história fixada como uma pintura de secos guaches, eu tento muito fazer com que as coisas que vivo sejam para sempre repetidas, e nisso garantir a facilidade de viver, algo errado, posso sentir, e também impossível. Minha volatilidade já é incrivelmente perturbadora - ainda que no reduto ínfimo de pequenas alegrias - fica notoriamente dificil desejar o mesmo para os que me rodeiam.

Essa vontade de ser dono dos fatos e por conseguinte de seus desdobramentos é uma trava terrível no meu coração, um protocolo confuso e abstrato que outros vão certamente chamar de infantilidade, e é isso mesmo, não discordo dessas avaliações, e peço desculpas a quem magoei por tentar trancar junto com minha liberdade os futuros que não são meus.

Uma vez meu pai prendeu um cachorro que encontrou na rua, era um cão relativamente bonito, nada especial, e disse para eu e meu irmão ficarmos quietos, na verdade ele se envaideceu com o cão e o queria muito, vi no desenho de seu semblante a coisa vulgar de seu desejo, fiquei quieto com o coração dolorido, então no dia seguinte veio a dona reclamar o pobre bichinho, e meu pai teve que entregar o mesmo com algum descaramento, sendo que havia dito a ela não ter visto o animal, eu só posso ver essa situação com muita vergonha, mas perdi boa parte dessa memória nas águas correntes dos dias.

Eu tenho a vaidade de guardar história, isso dói muito, muito mesmo, chega ao ponto de me fragilizar frente aos novos futuros, e quando estou diante de alguma situação que relembre o meu pertence as cores estão secas, o sentido subjugado a um protocolo de museu e a beleza destinada a ser uma água reciclada, cada vez em menor volume, ainda que com o gosto mais forte de seus preparos de resgate.

Sei que a trava dentro do meu coração é promovida pela falta de fé, não ter coragem é a coisa mais grave na vida, não existe doença pior.

Sei também que estão ocultos por trás de minha insegurança o discurso alheio e falta de exemplos, sou governado ainda por uma multidão de apavorados, de alarmes mentirosos com o mesmo vício que o meu na tentativa de formular a felicidade na museologia de seus dias. Só recentemente tenho me permitido avançar com minha vontade e submeter o mundo ao meu querer, ainda assim, uma obra baseada em apoios fortuitos e numa aposta contínua, sendo que o resultado imediato é doloroso demais, porém o lastro histórico adquirido é propulsante, e assim me desfaço das caixas de mármore que pensava serem navios, alijo-me desse conteúdo que não mais me contém, e aos poucos descubro um ponte sobre o oceano da vida, feita com cada um desses fatos jogados ao mar, pilares de um novo tempo de verdade, não uma repetência contínua dos meus prazeres cada vez mais descascados, mas o carinho comigo mesmo de me permitir o do vento.

O desafio de possuir-se é desfazer-se do passado, mas não existe maneira de entender a gente senão pelo efeito do mesmo em nossas ferramentas de experimentação, a pele curtida do pedreiro, a mão cansada, calejada e seu pulmão cheio de cimento é tudo obra das construções dessa história, um palácio erguido na jaganda de um peito frágil, no couro da pele vivida, do sonho pesado, do pulmão cada vez menos hábil com os suspiros.

Abandonar a si mesmo parece um absurdo, mas metafisicamente é a utópica cura para o vício da posse histórica. Ou então apostar como um aventureiro, na astúcia criativa de todos os dias e retocar as cores, ver o guache vicejar em novas linhas, em pulmões sem a poeira da obra, e suspirar sempre com um amor sendo novo.

E o novo nunca será a obra de ontem, mas o audaz se faz assim a cada amanhã ainda não vinda, e derruba sem medo os monolitos marcados à unha com seu nome e dignidade. Sei que não é para muitos a aventura da transcendência, e nem sei se é para mim, mas que numa tela é lindo demais ver, como seria a ela, viver?


11:26 AM



DA PLACIDEZ

m algum tempo pude descobrir o poder da paciência e da mansidão, talvez a velocidade de resultado não seja o extrato mais positivo da audacidade, porém a qualidade da conquista cumpre uma realização mais plena. Compreendo a força vigorosa que existe no aceitar de sêrmos mais tranquilos frente a um desafio, que mesmo que clamante, exageradamente ou não, ainda assim não é rédea absoluta da convocação, pois o chamado ao embate não depende apenas de eriçar os nêrvos e sim de concatenar os dispositivos psicológicos para uma obra abastada de ferramentas. Sem o carinho cuidadoso de um olhar demorado sobre uma vírgula que seja, o problema cai na sua invalidez total, deixando de ser aprendizado e cristalizando-se num espinho inútil de um limitante de tempos.

A aventura do teste é um portal para tantos outros, isso é uma constante dentro dessa verdade, combater com o intuíto de amortizar um problema no mesmo instante que ele se dá, pode ser uma desgraça maior do que permitir-se até o momento de fim do próprio enfrentamento, essa idéia de tempo é audaciosa e sábia, dando a cada segundo do percurso seu título de professor.

Eu tive o prazer de conhecer pessoas aceleradas, de ver em seus solhos e no dínamo de seus impulsos o contrário de minha cadência comportamental, enxerguei com muito susto e dó as forças intensas que esses consomem a verdade, como se a medida do incrível fosse o borbulhar e não o sabor do cozido,chorei de vergonha de mim e de pena pelos outros, pensei erradamente que o passo alheio era o compasso da vida, enganei meus dias, meu coração e meu desejo de realizar o sentindo de cada minuto em suas maestrias.

Há diferenças profundas entre intensidade e velocidade, eu acredito que sou muito intenso numa velocidade inversamente proporcional, dentro de algumas circunstâncias problemáticas isso é praticamente masoquismo, no lago delicioso de um sucesso isso é sabedoria, mas com certeza em ambos, isso é viver a magnitude da oportunidade.

A velocidade dos fatos é algo desesperador para as pessoas que vêem inerente a cada um deles a necessidade de entendê-los ou consumí-los, uma verdade que rege o clamor de ambos os peitos, seja do acelerado ou do plácido, eu como um desses mais apreciosos porto-me sempre em defesa da minha integridade, porém, os discursos de pressa surtam as falas dos velozes e esses querem de mim o caminhar que não posso lhe emprestar os pés. Provoco irritação e incredibilidade, que por sua vez volta a mim em ondas de decepção e rancor. Não poderia esperar menos de alguém sem a capacidade de entender os rítmos alheios quando não compreendem o valor do próprio.

Para uma solução justa eu não encontro resposta, a vida é uma aventura em si justamente por essa diversidade de conflitos e valores, eu não posso acreditar que consiguirei ter a façanha magnífica de superposicionar-me acima das impraticáveis atmosferas temporais dos acelerados, mas também agora componho uma linguagem de considerações e parâmetros para na eminência de um reclame - por conta da minha vagarosidade - eu contextualizar o conflito espiritual de ambos. É uma montagem absolutamente detalhística, com conceitos pertinentes a cada situação, mas a necessidade é o que clama nesse instante, em maior som que o vigor do chamado.

Nas vírgulas de um tempo, eu divido os períodos de meu coração.


10:44 AM



SOBRE ELEGÂNCIA

u vivo de belezas, sim, me alimento delas, com elas sou completo e pleno. A beleza no entanto não significa apenas a fisionomia de um corpo humano ou então suas simpatias, eu gosto de tudo que tem vida e significado, o alinhamento de várias virtudes libertárias e dominadoras são para mim também beleza, em diferentes momentos a mesma beleza pode ser e deixar de ser, então, para mim, a figura é uma circunstância.

Eu tenho imenso desagrado com coisas bonitas em lugares(ou tempos) inadequados, isso é um exigir muito severo e ruim para um espírito livre, porém essas são as minhas bases nutrientes, e digo mais, estou confortável em admitir isso.

Para ser um indivíduo livre é preciso ter um caso de guerra ou dominância sobre alguma coisa, a mera abnegação dos direitos de querer é um dever dados ao gado da indiferença, no meu coração essas coisas não são assim, para ser livre é preciso se prestar às vontades, e elas estão inerentes ao círculo canino do desejo, da prospecção audaciosa(ou oportunista) e todos os demais que assustariam os monges budistas na sua profunda filosofia do aceitar sem se permitir.

O belo é inegavelmente caro para mim, e está nos atos, nas formas, nos deveres, nos valores e na cumplicidade entre os homens, há beleza em tudo, e seu contrário é tristeza, a feiura nada mais é que um período de observação.

O que põe meu coração efusivo é belo.

Eu quero acreditar que em todas as coisas do universo são constituintes desses ingredientes, mas me perdoem os holísticos e suas fantasias sobre plenitudes, mas isso não se dá, talvez pela minha obtusa visão, mas o fato de tudo ser uma coisa só não a torna bonita, porque se eu olhar no relógio, seis horas é diferente de dezoito horas, ainda que eu veja o mesmo ponteiro e o mesmo numeral.

A beleza é tema principal de minha vida, e eu tardiamente fui me dar conta disso.

E nesse tanto olho para meu passado procurando saber onde a encontro.

Ainda falarei mais sobre esse assunto.
9:09 PM




Dê a outra face, repouse em conflitos
e ande sobre mares revoltos.
Eis a Liberdade.